O Partido Republicano está gastando centenas de milhões de dólares em publicidade em disputas acirradas pelo Senado, em um esforço para defender cadeiras do partido que se tornaram cada vez mais competitivas na reta final das eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms.
No entanto, quando se trata de otimizar o uso de cada dólar, a situação é comparável a fazer compras em um supermercado orgânico, pagando preços elevados, enquanto os democratas buscam ofertas no mais barato.
Segundo dados da AdImpact, em nove das disputas mais acirradas pelo Senado no mês passado, os republicanos gastaram, no total, quase o dobro do que os democratas em anúncios na TV aberta, US$ 233 milhões (cerca de 1,1 bilhão de reais) contra US$ 121 milhões (R$ 615 milhões), mas obtiveram apenas cerca de 40% a mais em pontos de audiência.
Essa disparidade deve-se a uma diferença de estratégia. Os republicanos dependem fortemente de grupos externos, como os super PACs, Comitês de Ação Política, que pagam tarifas mais altas por anúncios e realizam grandes compras na fase final da campanha, quando a disponibilidade de espaço publicitário é mais restrita.
Em contrapartida, os democratas aproveitam tarifas com desconto reservadas a candidatos, além de fazerem reservas com mais antecedência, a custos menores.
Nesta fase da disputa, os republicanos estão gastando mais para obter menos.
