A temporada de queimadas na Amazônia está apenas começando, mas já preocupa os cientistas. Imagens de satélite divulgadas pela NASA na última quinta-feira (15) mostram grandes quantidades de fumaça sobre a floresta, enquanto pesquisadores alertam que a região pode enfrentar um período prolongado e intenso de incêndios, agravado pela seca associada ao fenômeno El Niño.
Desde setembro de 2026, satélites identificaram um aumento significativo na atividade dos incêndios e na emissão de fumaça nas regiões central e oriental da Amazônia. As áreas afetadas se estendem das florestas próximas a Manaus, no Amazonas, e Santarém, no Pará, até a foz do Rio Amazonas.
Uma das imagens foi capturada em 12 de outubro pelo instrumento MODIS (Espectrorradiômetro de Imagem de Resolução Moderada), instalado no satélite Aqua, da NASA. O registro mostra a fumaça de incêndios dos dois lados do Rio Amazonas, incluindo uma densa camada que encobriu Manaus.
Como destaca a NASA, naquele dia, a capital amazonense registrou uma qualidade do ar extremamente ruim, com concentrações de partículas finas (PM 2,5) superiores a 135 microgramas por metro cúbico, a segunda pior classificação em um índice regional de qualidade do ar. A fumaça afetou a rotina da cidade, que tem mais de 2 milhões de habitantes, provocando o fechamento de escolas e o cancelamento de eventos e atividades esportivas infantis.
Imagens de satélite da NASA mostram queimadas avançando pela Amazônia
