O boitel é um sistema de confinamento terceirizado em que o pecuarista envia seus bovinos para uma estrutura especializada na engorda dos animais até o abate. O nome vem da combinação das palavras “boi” e “hotel”. Nesse modelo, o produtor paga para manter o gado no local, onde os animais recebem alimentação balanceada, manejo nutricional e acompanhamento sanitário.
A modalidade permite que o pecuarista faça a terminação do rebanho sem precisar construir um confinamento na própria fazenda, comprar maquinários ou mobilizar capital para manter uma estrutura de engorda. Com isso, pode concentrar os investimentos na cria e na recria e terceirizar a fase final da produção, buscando maior eficiência e rentabilidade.
Segundo Gustavo Paranhos, zootecnista e assessor da Connan, uma das principais vantagens do boitel é a previsibilidade dos custos. Como o produtor consegue estimar antecipadamente quanto gastará durante o período de confinamento, pode comparar esse valor com o preço esperado de venda dos animais e calcular a margem da operação.
“O boitel é como se fosse um hotel para o boi, que o produtor vai calcular, vai saber o preço que vai custar desse animal durante o período que ele vai ficar nesse boitel”, afirma Paranhos.
Como o boitel pode aumentar o lucro do pecuarista?
A rentabilidade depende da relação entre os custos de engorda, o ganho de peso dos animais e o preço recebido na venda.
