O protagonismo de uma mulher na pasta mais alta de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL) passou a incomodar o alto escalão do Partido dos Trabalhadores (PT).
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou as críticas às propostas econômicas defendidas pela equipe de Flávio Bolsonaro (PL), da qual faz parte Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. O embate ocorre na reta final do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro.
Daniella é cotada para assumir o Ministério da Fazenda, o Ministério da Economia ou uma pasta voltada ao Desenvolvimento Social e às Mulheres em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
Em novas veiculações, peças do PT miram diretamente a sua imagem, fazendo ataques ao seu modo de projetar as agendas econômicas, além de fazer comparações com a ex-ministra da Economia do governo de Fernando Collor de Melo, Zélia Cardoso de Mello.
Entre as ilações feitas pelo núcleo de Lula, está a alegação de que confiscos e congelamentos de bens poderiam ocorrer durante um futuro governo Flávio, assim como aconteceu durante a agenda econômica de Collor.
O PT, em nenhum momento, sustenta essas alegações em dados concretos ou propostas apresentadas em um programa de governo, mas em suposições e narrativas do medo, táticas já utilizadas pelo lulopetismo durante outras eleições.
