O Fundo Monetário Internacional (FMI) informou que países-membros defenderam o aumento do apoio a economias que enfrentam dificuldades de financiamento de curto prazo, afetadas por impactos negativos de guerras e por preços elevados de energia, e alertaram que os riscos para a economia global seguem inclinados para baixo.
O comunicado divulgado após a semana de reuniões em Bangkok, na Tailândia, ressalta que a economia mundial tem resistido melhor do que o esperado a uma sequência de choques, mas que a resiliência “não pode ser dada como certa”. O texto é assinado pelo presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (CMFI), Mohammed Al-Jadaan, ministro das Finanças da Arábia Saudita.
No texto, os membros do FMI destacaram que guerras e conflitos impõem elevado custo humanitário e econômico, com efeitos negativos relevantes que atingem de forma mais dura os mais pobres e vulneráveis. O documento também menciona que interrupções em cadeias de suprimento e tensões comerciais aumentam a incerteza e as pressões de preços, e afirma que avanços rápidos em tecnologias de “inteligência avançada” têm impulsionado investimento e comércio e podem elevar a produtividade, embora tragam riscos.
Entre as preocupações, o comunicado cita a possibilidade de agravamento de conflitos e tensões comerciais, com impacto sobre rotas críticas e pressão sobre commodities, inclusive produtos refinados de energia, além de piora na insegurança energética e alimentar.
