Durante a primeira onda da inteligência artificial generativa, uma das maiores preocupações das empresas era relativamente simples de compreender: e se a IA disser algo errado?
Com a ascensão dos agentes autônomos, essa pergunta mudou. Agora precisamos perguntar: “e se a IA fizer algo errado?”
A diferença parece pequena, mas muda completamente o debate sobre governança. Um chatbot pode produzir uma resposta incorreta. Um agente de inteligência artificial, por outro lado, pode consultar sistemas, acessar informações corporativas, interagir com outras ferramentas, executar tarefas, tomar decisões dentro dos limites definidos pela empresa e desencadear uma sequência de ações com pouca ou nenhuma intervenção humana.
Essa capacidade explica por que os agentes estão avançando rapidamente dentro das organizações. Segundo a IBM, 61% dos CEOs entrevistados em um estudo global afirmaram que suas empresas já estavam adotando agentes de IA ou se preparando para implementá-los em escala.
Dados mais recentes da McKinsey mostram que, em 2026, 40% dos profissionais de grandes organizações, com receita anual superior a US$ 1 bilhão, já relatam que suas empresas estão escalando agentes de IA, ante 27% no levantamento anterior.
O problema é que a governança não avança na mesma velocidade. Pesquisa da Deloitte realizada com mais de 3,2 mil líderes de negócios e tecnologia em 24 países apontou que apenas 21% das organizações possuem um modelo maduro de governança para IA agêntica.
