BRASIL - A Polícia Federal (PF) apontou uma “divergência contábil severa” entre os valores enviados ao exterior e os que retornaram ao Brasil para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo os investigadores, mais de US$ 12 milhões saíram do país, enquanto US$ 2,8 milhões foram registrados como entrada no Brasil.
Nesta sexta-feira (16), a PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prorrogação por 90 dias do inquérito que apura o financiamento da produção. A investigação envolve pagamentos feitos pelo ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro e busca esclarecer o papel do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no financiamento do longa-metragem.
De acordo com a PF, os documentos apresentados pela produtora responsável pelo filme indicam diferenças nos valores movimentados por meio do fundo Havengate, nos Estados Unidos. Os investigadores consideram necessário realizar uma perícia contábil e bancária para verificar a origem, a movimentação e a destinação dos recursos.
“Torna-se, portanto, indispensável submeter todo o acervo documental e bancário a um rigoroso exame pericial forense para confrontar os aportes internacionais, a contabilidade da produtora brasileira e o lastro das despesas declaradas”, apontou a Polícia Federal.
