A União Europeia iniciará o inverno de 2026/2027 com os estoques de gás natural em 72% da capacidade, segundo relatório divulgado em 8 de outubro pela Entsog (Rede Europeia de Operadores de Sistemas de Transporte de Gás). O nível é historicamente baixo e mantém o bloco sob pressão para garantir o abastecimento. O motivo: as sanções impostas ao gás da Rússia. Leia a íntegra do estudo (PDF, em inglês - 3 MB).
Com o esforço europeu em cortar o gás russo, o país passou a ser o 4º maior exportador da commodity ao bloco no último ano. De acordo com Entsog, as reservas atuais na Europa -incluindo uma pequena parcela vinda do país sancionado- seriam suficientes para atender à demanda durante um inverno com temperaturas dentro da média histórica.
Um período com temperaturas mais rigorosas exigiria a compra de volumes adicionais de GNL (gás natural liquefeito), uma das alternativas ao gás natural.
O gás natural é transportado por gasodutos, enquanto o GNL é resfriado até se tornar líquido e levado por navios. A modalidade permite à Europa importar combustível de países sem conexão por tubulações, ampliando as opções de fornecimento e reduzindo a dependência do gás russo.
No entanto, a Rússia também é um dos principais fornecedores de gás liquefeito a União Europeia, sendo o 2º maior importador, atrás dos EUA. Uma das principais estruturas russas é o Yamal LNG, gasoduto que transporta gás da Sibéria por meio de navios quebra-gelo até países da Europa, Ásia e África.
