Entrar em uma banheira cheia de gelo virou sinônimo de disciplina, saúde e superação. Nas redes sociais, atletas, celebridades e influenciadores aparecem mergulhados em água gelada, muitas vezes acompanhados de promessas de mais energia, menos inflamação e até maior longevidade. Mas será que o organismo realmente precisa desse choque de temperatura para funcionar melhor?
A imersão em água fria não é novidade na medicina esportiva. Há décadas, ela é utilizada em determinadas situações para aliviar desconfortos após esforços físicos intensos. O problema começa quando uma estratégia de recuperação muscular passa a ser apresentada como um ritual indispensável para qualquer pessoa, independentemente de sua condição de saúde ou de seus objetivos.
O que acontece com o corpo dentro da água gelada?
Quando entramos em água muito fria, o organismo reage rapidamente. Os vasos sanguíneos da pele se contraem, a frequência cardíaca e a pressão arterial podem aumentar e a respiração tende a ficar mais rápida. Essas respostas fazem parte do chamado choque do frio, que exige adaptação cardiovascular e respiratória.
O resfriamento também pode diminuir temporariamente a percepção de dor e proporcionar sensação de alívio muscular. Isso ajuda a explicar por que alguns atletas utilizam a técnica após competições ou treinamentos particularmente intensos.
