SÃO LUÍS - A oposta Tiffany, do Osasco, foi a grande personagem da Supercopa do Brasil de Vôlei Feminino 2026/27, realizada na noite desta sexta-feira (16), no Ginásio Castelinho, em São Luís. Proibida de jogar competições nacionais após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) aderir à política de elegibilidade de atletas para torneios femininos e impedir a participação de atletas trans, Tiffany conseguiu uma liminar na Justiça do Rio de Janeiro autorizando a sua participação na Supercopa, restando poucas horas para o início da partida, e justificou todo o esforço para estar em quadra: escalada como titular e muito festejada pela torcida, a oposta fez 15 pontos e foi peça fundamental na grande atuação do Osasco, que bateu o Praia Clube por 3 sets a 0 e conquistou o bicampeonato da Supercopa Feminina.
Em entrevista após a partida, Tiffany se emocionou ao falar do título do Osasco e da oportunidade de disputar uma partida tão importante para a equipe paulista em São Luís. A oposta agradeceu pelo apoio recebido nos últimos dias e manifestou o seu desejo de encerrar a carreira em quadra, disputando uma última Superliga com a camisa do Osasco.
“Quero agradecer a Deus. Muitas vezes as pessoas não acreditam na fé, mas a minha fé é grande e Ele nunca me abandonou e nem deixou de acreditar em mim. A noite de hoje, para mim, foi um milagre. Quero terminar a minha carreira jogando, fazendo uma grande Superliga e fazer o máximo pelo Osasco, esse clube que sempre me acolheu.
