O mês de outubro marca as eleições nacionais no Brasil, mas o processo eleitoral não ocorre somente entre humanos. O processo se repete também na natureza, e o Metrópoles separou três exemplos de “votações” que acontecem na fauna.
“A palavra ‘voto’ pode ser usada na biologia como uma forma de explicar alguns mecanismos de decisão coletiva, mas é importante lembrar que os animais não votam da mesma maneira que os seres humanos”, ressalta o médico veterinário Gerson Norberto, diretor técnico do BioParque, no Rio de Janeiro.
Especialistas explicam que, em algumas espécies, as decisões são tomadas de forma coletiva. Em vez de existir uma liderança que define tudo no grupo, a maioria decide os próximos passos.
“Em alguns casos existe, sim, uma liderança mais evidente, principalmente quando determinados indivíduos possuem maior experiência, informação ou influência social. Em outros, a liderança é distribuída: vários indivíduos podem iniciar uma movimentação e o grupo acaba seguindo a direção que recebe maior adesão”, exemplifica o biólogo Rafael Moreira, do Parque Três Pescadores, no estado de São Paulo.
Entre as principais decisões coletivas que os animais tomam estão a direção de migrações e deslocamentos, a escolha de um novo local para morar e a definição de rotas diárias do bando.
Para tomar as decisões, os bichos levam em consideração uma combinação entre informações do ambiente e do meio social em que estão inseridos.
