Cerca de 47 mil objetos são acompanhados por redes de vigilância na órbita terrestre, mas a população total de lixo espacial ultrapassa centenas de milhões de fragmentos que colocam em risco equipamentos de navegação, comunicação e missões tripuladas.
A dimensão do problema escala conforme se reduz o tamanho das partículas. Segundo estimativas da Agência Espacial Europeia e do programa de detritos orbitais da Nasa, existem cerca de 68 mil objetos maiores que 10 centímetros, aproximadamente 1,5 milhão com dimensões entre 1 e 10 centímetros e mais de 200 milhões de fragmentos com tamanhos entre um milímetro e um centímetro flutuando ao redor da Terra.
A proliferação desses resíduos é impulsionada pela expansão das atividades aeroespaciais e pelo aumento no volume de lançamentos ao longo das últimas décadas.
O risco do lixo espacial
Considera-se lixo espacial qualquer estrutura artificial sem função operacional que permanece no espaço, como satélites desativados, estágios de foguetes, componentes liberados em missões e detritos decorrentes de colisões ou explosões. Embora parte do material seja monitorada em tempo real por radares e telescópios, a maioria é composta por partículas minúsculas imperceptíveis ao rastreamento contínuo.
No ambiente de órbita baixa, 160 km e 2 mil km de altitude acima da superfície da Terra, o perigo reside na velocidade com que esses corpos se deslocam, alcançando entre sete e oito quilômetros por segundo.
