Entre alguns dos motivos para a perda de intimidade e frequência sexual dos casais, está um dilema bastante comum: a dificuldade de se desligar do trabalho. Devido às pressões do ambiente e à correria da rotina, algumas pessoas sentem dificuldade de reservar, além de atenção genuína, tempo para manter a chama acesa.
Ao Metrópoles, o especialista em inteligência emocional Rogério Silva afirma que isso é explicado pelo espaço que o trabalho ocupa na vida pessoas e pela forma que a sociedade encara o âmbito profissional.
“Muitos encerram o expediente, mas não encerram mentalmente o trabalho. Saem da empresa, porém, continuam levando os problemas, as cobranças, as metas e as preocupações para dentro de casa. Vivemos em uma sociedade que valoriza a produtividade e, muitas vezes, ensina as pessoas a produzir, e não a desacelerar”, destaca.
Segundo ele, é preciso reconhecer quando a relação passa a ser sobrecarregada pela tensão acumulada em outros espaços.
“Por isso, precisamos entender que estar fisicamente presente não significa estar emocionalmente disponível. Com o tempo, essa ausência pode comprometer a conexão do casal”, alerta.
