918 mil brasileiros estão aptos a votar no exterior
Seis em cada dez brasileiros aptos a votar no exterior não foram às urnas no primeiro turno da eleição presidencial. A abstenção de 62,7% é a maior desde 2010, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Para tentar reverter esse cenário no segundo turno, marcado para 25 de outubro, eleitores em vários países se articulam para oferecer caronas e estadia a quem não tem como chegar às seções eleitorais.
Em 2026, o número de eleitores fora do Brasil que se cadastraram para votar foi recorde: 916,5 mil, aumento de 31,8% em relação a 2022, e o maior contingente desde 1989. Mas menos de 341,8 mil compareceram às seções, espalhadas por 186 cidades e 134 países.
"A infraestrutura para essa votação não acompanhou o crescimento muito inesperado do número total de pessoas cadastradas para votar. Por isso, não houve tantos votos. No território nacional a estrutura de urnas eletrônicas é muito mais capilarizada", avalia o professor de Geografia Política da Universidade de Brasília (UnB), Daniel Abreu.
O programador Felipe Costa vive há oito anos em Liverpool, na Inglaterra e deveria votar junto com a mulher em Londres, a cerca de 350 km de casa. No entanto, o local de votação dele foi transferido para Edimburgo, na Escócia.
O casal teve de decidir quem iria se abster do direito ao voto naquela ocasião. Ele acabou optando por ir a Londres, para garantir que a esposa votasse.
Brasileiros no exterior se mobilizam para reverter abstenção no 2º turno
