Por Tiago Salazar e André Costa
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu nesta sexta-feira a prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, no âmbito do processo que investiga irregularidades relacionadas ao contrato de fornecimento de material esportivo com a Nike.
A solicitação do órgão foi motivada pelo desligamento de Marcelo Munhoes da Diretoria de Tecnologia do clube, episódio que levantou suspeitas de uma possível retaliação a uma testemunha do caso. A informação foi publicada inicialmente pelo ge e confirmada pela Gazeta Esportiva.
O MP entende que a saída de Munhoes, que figura como testemunha da acusação, pode representar uma tentativa de intimidação e interferência no andamento do processo. Além da prisão preventiva, o Ministério Público solicitou, como alternativa, a aplicação de medidas restritivas contra Armando.
A defesa do vice-presidente, por sua vez, nega qualquer participação no afastamento e afirma que a decisão foi tomada exclusivamente pelo presidente Osmar Stabile. Os advogados apresentaram uma manifestação à Justiça nesta sexta-feira, contestando o pedido do MP e solicitando que ele seja rejeitado.
Defesa nega retaliação e aponta motivação política
Em documento encaminhado à 25ª Vara Criminal da Barra Funda, ao qual a reportagem teve acesso, a defesa de Armando Mendonça sustenta que não há provas de que o dirigente tenha solicitado, incentivado ou participado do afastamento de Marcelo Munhões.
