Ler um livro escrito em outra língua é uma tarefa que, atualmente, pode ser realizada com o auxílio de tradutores online e do conhecimento compartilhado por outras pessoas. No entanto, um manuscrito produzido entre os séculos XV e XVI, redigido em uma língua desconhecida e de autoria incerta, representa um desafio que ainda intriga estudiosos até os dias de hoje.
Desgastado, amarelado e em estado frágil, o chamado Manuscrito Voynich encontra-se atualmente guardado no porão da Biblioteca de Livros Raros e Manuscritos Beinecke da Universidade de Yale. Desde que veio à tona há mais de 100 anos, muitos tentaram, sem sucesso, decifrar o texto - desde criptógrafos do Exército dos EUA até cidadãos comuns que formulam teorias online.
Seu autor e título original são desconhecidos, e o livro recebeu o nome do colecionador e livreiro Wilfrid Voynich, que o adquiriu em 1912. Alguns acreditam que o documento possa ter sido escrito por Leonardo da Vinci ou talvez até por um monge, enquanto outros acham que pode ser simplesmente uma brincadeira elaborada.
Qual a origem do Manuscrito Voynich
Lisa Fagin Davis, diretora executiva da Academia Medieval da América e estudiosa de longa data do Manuscrito Voynich, afirma que o primeiro registro foi feito após o Sacro Imperador Romano Rodolfo II comprá-lo no final do século XVI. Segundo as pesquisas, Rodolfo acreditava que o documento havia sido escrito pelo filósofo e alquimista britânico do século XIII, Roger Bacon.
