A Polônia convocou empresas de internet, incluindo Google e Meta, ao Ministério de Assuntos Digitais nesta sexta-feira (16), exigindo que façam mais para conter a disseminação de conteúdo violento após uma série de ataques a faca em escolas.
Milhares de policiais foram enviados às escolas nesta semana para garantir a segurança, depois que uma sequência de três ataques em quatro dias desencadeou uma onda de ameaças online, deixando alunos e professores temerosos por sua segurança.
Varsóvia afirma que a glorificação da violência em certos nichos da internet, por exemplo, em grupos dedicados à ideologia nazista ou que idolatram assassinos em série, está causando efeitos nocivos às crianças, e instou as empresas de redes sociais a agirem mais para impedir conteúdos que incentivem ou ameacem com violência.
“É a expectativa de todo cidadão polonês que… ninguém incite outros ao suicídio, que não haja conteúdo endossando ou incentivando ameaças criminosas e que os usuários não sejam expostos a situações como assassinatos, agressões físicas ou mutilações”, disse o ministro de Assuntos Digitais, Krzysztof Gawkowski, em entrevista coletiva.
Gawkowski informou que, entre 7 e 12 de outubro, a Polônia notificou empresas de internet sobre 89 casos de conteúdo ilegal relacionado aos ataques e que, em dois terços desses casos, nenhuma medida foi tomada.
A reunião contou com a presença de representantes do Google, Meta, TikTok, Discord e Telegram.
