Um estudo mostrou que o número de alunos que saíram da “inatividade leitora” e concluíram mais livros de forma espontânea aumentou em uma comparação entre 2022 e 2026.
A empresa Árvore, especializada no assunto, fez a pesquisa com 264 escolas brasileiras e registrou os sinais de crescimento na vontade dos estudantes de ler e passar mais tempo em contato com obras clássicas.
“O fim da leitura? Onde há estrutura, ela resiste”, revelou que, entre 2022 e 2026, houve um aumento de 25% no número de pessoas que não haviam lido nenhum livro.
Entre os alunos que leram, o que concluíram ao menos um livro por vontade própria no primeiro semestre subiu de 21,5% para 35,1%. Quando considerados livros longos, com mais de 200 páginas, a taxa de conclusão foi de 27% para 31%.
O tempo de leitura também aumentou nas 264 escolas brasileiras estudadas, passando de 143 para 158 minutos no período analisado.
Outro aspecto avaliado pela pesquisa foi o tipo de livros que os estudantes estavam escolhendo.
Em 2022, as obras mais lidas incluíam predominantemente histórias em quadrinhos e livros infantojuvenis, como os dos personagens da Turma da Mônica e de Minecraft. Neste ano, apareceram títulos de autores como Franz Kafka, Machado de Assis, Graciliano Ramos e George Orwell.
