O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu, nesta sexta-feira (16/10), a continuidade de ataques em larga escala contra instalações da indústria de defesa e centros logísticos da Ucrânia. A declaração foi dada durante visita a um posto de comando auxiliar da Força Conjunta russa, em meio à intensificação das ofensivas militares e à troca de acusações entre Moscou e Kiev sobre os alvos atingidos durante a guerra.
“Os comandantes dos grupos de batalha devem continuar a executar as tarefas em estrita conformidade com os objetivos da operação militar especial. Naturalmente, é necessário continuar os ataques maciços e em grupo contra instalações de defesa e centros logísticos inimigos”, afirmou Putin.
A declaração ocorre após uma série de bombardeios russos atingir cidades e instalações energéticas ucranianas. Na quarta-feira (14/10), segundo o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a Rússia lançou mais de 120 drones e 39 mísseis balísticos contra o país, com ataques a Kiev e Kharkiv.
De acordo com Zelensky, mais de 600 mil pessoas ficaram sem eletricidade. As ofensivas também provocaram danos a estruturas dos setores de petróleo, gás e energia.
O presidente ucraniano afirmou que os ataques contrariaram a trégua energética anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no fim de semana anterior. Moscou e Kiev, porém, não haviam confirmado publicamente um acordo bilateral sobre a suspensão das ofensivas contra esse tipo de instalação.
