O Tribunal Superior Eleitoral tentou, sem sucesso, estabelecer uma trégua entre as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). A reunião convocada pelo ministro Kassio Nunes Marques com as equipes jurídicas dos dois candidatos não resultou em nenhum acordo para reduzir a judicialização que marca o pleito.
“A gente vive agora em 2026 uma das campanhas presidenciais mais judicializadas da história, são mais de 300 ações nessa guerra judicial entre Flávio e Lula”, afirmou o analista de política Matheus Teixeira durante o CNN 360º desta sexta-feira (16).
Nunes Marques convocou os advogados das duas campanhas com o objetivo de apaziguar as relações entre os times jurídicos e buscar um entendimento informal para reduzir a litigiosidade.
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Um dos pontos centrais das negociações foi a questão dos canais de WhatsApp, especialmente o denominado “Exército de Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).
“Tentou-se criar ali um consenso sobre as regras, se podiam, por exemplo, incluir o canal de Janones como oficial da campanha”, explicou Teixeira.
O PT, por sua vez, cobrou que, caso essa regra fosse adotada, os canais de deputados federais ligados a Flávio Bolsonaro também deveriam ser tratados como oficiais, já que muitos deles utilizam a mesma ferramenta.
