As taxas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado atingiram, em 2026, os menores níveis das séries históricas dos 2 biomas, segundo estimativas do Prodes, sistema de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, divulgadas nesta 6ª feira (16.out.2026). Eis o levantamento (PDF - 441 kB).
Na Amazônia, a área desmatada foi estimada em 3.335 km², o menor valor desde o início da série histórica, em 1988. O resultado representa uma redução de 41,8% em relação aos 5.731 km² registrados em 2025.
No Cerrado, o desmatamento somou 5.516,69 km², também o menor patamar da série iniciada em 2001. Na comparação com os 7.235 km² registrados em 2025, a queda foi de aproximadamente 23,7%.
TAXAS ESTADUAIS POR BIOMA
O Pará concentrou a maior parcela do desmatamento estimado na Amazônia em 2026, com 1.130 km² (33,9% do total). Mato Grosso aparece em seguida, com 849 km² (25,5%), e Amazonas, com 525 km² (15,7%). Roraima registrou 286 km², enquanto o Acre teve 252 km². Rondônia somou 149 km²; Maranhão, 128 km²; e Amapá e Tocantins, 8 km² cada.
No Cerrado, o Maranhão registrou a maior área desmatada, com 1.718,59 km² (31,2% do total). Tocantins aparece em 2º lugar, com 1.263,06 km² (22,9%), seguido pelo Piauí, com 625,24 km² (11,3%). Bahia e Minas Gerais registraram 489,75 km² e 467,34 km², respectivamente. Mato Grosso teve 454,52 km². Goiás e Mato Grosso do Sul contabilizaram 210,37 km² e 208,93 km².
