Os contratos futuros de café arábica na Bolsa de Nova York subiram para a maior cotação em um mês nesta sexta-feira, à medida que os participantes do mercado ficavam cada vez mais apreensivos com a possibilidade de que os estoques da bolsa, que se encontram em níveis extremamente baixos, não fossem reabastecidos tão cedo quanto se esperava anteriormente.
Café
Os contratos futuros de café arábica fecharam com alta de 10,8 centavos, ou 3,7%, a US$ 3,05 por libra-peso. Anteriormente, atingiram a maior cotação em um mês, de US$ 3,11.
Os estoques certificados pela bolsa estavam, na última cotação, em 238.976 sacas, não muito distantes da mínima de 27 anos registrada no mês passado, de 217.646 sacas.
Os participantes do mercado estão ficando cada vez mais apreensivos com a possibilidade de que os suprimentos do Brasil, principal produtor, não cheguem aos armazéns da Bolsa de Nova York antes do vencimento do contrato de dezembro, deixando os estoques em níveis criticamente baixos, segundo corretores.
O café também está sendo impulsionado por preocupações de que o fenômeno climático El Niño reduza a produção do Brasil, maior produtor mundial, no próximo ano, e pela recente valorização do real brasileiro. O café robusta fechou com alta de US$ 41, ou 1,2%, a US$ 3.405 por tonelada.
