Anã branca é o nome que astrônomos usam para se referir aos restos estelares que se originam depois que uma estrela morre. Por muito tempo, cientistas acreditaram que todos esses núcleos refletiam a cor branca, como o Sol, porque o olho humano não consegue ver os detalhes de um astro que emite tanta luz. O problema é que essa nomenclatura não consegue explicar as inúmeras curiosidades do espaço. Cálculos matemáticos e físicos mostram que as anãs brancas podem refletir outras cores, dependendo de sua composição química.
Com essa descoberta, veio outra revelação: os cientistas encontraram a primeira estrela verde da história, com superfície rica em cálcio e sódio. A chamada WD J1330+6435 tem uma temperatura de cerca de 4 mil graus Celsius e está a aproximadamente 284 anos-luz da Terra. O estudo foi publicado na revista científica RAS Techniques and Instruments.
Muito além do branco
Como já revelado por telescópios como James Webb e Hubble, as estrelas possuem cores, e o principal fator que determina qual será o espectro visível aos humanos é a temperatura de cada astro. Estrelas mais frias têm aparência alaranjada, enquanto aquelas com temperatura mediana, como nosso Sol, mostram-se brancas. Já as mais quentes emitem um espectro de luz azulado.
O efeito é comparado às luzes emitidas por um ferro quando está sendo cortado por um ferreiro. Primeiro, as faíscas passam de vermelho para laranja e depois ficam brancas.
Astrônomos descobrem primeira estrela verde já encontrada no espaço
