A abstenção no 1º turno das eleições de 2026 aumentou entre os eleitores de 19 a 59 anos e caiu entre adolescentes de 16 e 17 anos e idosos com 60 anos ou mais, na comparação com 2022. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.
A taxa de abstenção geral subiu de 20,9% em 2022 para 21,1% em 2026, alta de 0,2 ponto percentual. Dados demográficos divulgados pelo TSE mostram um comportamento heterogêneo do eleitor de acordo com sua faixa etária.
Adolescentes e idosos nas urnas
No grupo dos adolescentes de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, a abstenção no 1º turno foi de 17,1% para 12,70%, queda de 4,4 pontos percentuais. A diminuição foi de 5,2 pontos entre os com 16 anos e de 4 pontos entre os com 17 anos.
Houve ainda queda de abstenção em quase todas as faixas etárias a partir dos 60 anos. Esse fenômeno se deu de forma mais pronunciada entre as pessoas com 70 anos ou mais, para quem o voto também é facultativo.
O recuo foi de 2,5 pontos percentuais entre eleitores de 65 a 69 anos, de 16,3% para 13,8%, e de 7,8 pontos entre os de 70 a 74 anos, de 39% para 31,2%.
A maior redução foi registrada entre eleitores de 75 a 79 anos. A abstenção nesse grupo passou de 58,2% em 2022 para 47,8% em 2026, queda de 10,4 pontos percentuais. Entre os eleitores de 80 a 84 anos, o recuo foi de 10,1 pontos, de 73% para 62,9%.
