SÃO LUÍS - Foram quase dois meses sangrando sem parar. A barriga inchou a ponto de parecer uma nova gravidez, o intestino travou e a dor já não deixava Maria Isis ficar de pé. Depois de procurar uma emergência e receber uma injeção para conter o sangramento, ela ouviu pela primeira vez a suspeita que explicaria anos de sintomas: endometriose.
Os primeiros sinais apareceram ainda na adolescência. Maria, hoje com 34 anos, tinha menstruações com fluxo intenso, muitos coágulos e cólicas que a deixavam de cama, com sensação de desmaio. “Não considerava normal, porque sentia fortes dores e não sabia mais o que fazer”, lembra.
Mesmo com consultas ginecológicas regulares, o problema não foi identificado. O diagnóstico só chegou por volta dos 28 anos, três anos depois do nascimento das filhas gêmeas, quando os sintomas se agravaram e ela passou a procurar atendimento repetidas vezes.
O caminho até a confirmação incluiu uma consulta particular, uma ultrassonografia transvaginal e, depois, uma ressonância magnética. Para Maria, descobrir o que estava acontecendo trouxe alívio. “Fiquei bem, porque, graças a Deus, eu ia tratar de algo que estava me fazendo muito mal”, conta.
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Há seis anos, ela faz tratamento medicamentoso diário e não menstrua por causa da terapia. Os sintomas diminuíram. “Hoje eu consigo respirar aliviada. Parecia que o mundo estava desabando em cima de mim. Eu não vivia mais de tanta dor.”
Casos como o de Maria são comuns.
