O desmatamento anual na Amazônia brasileira atingiu seu nível mais baixo desde o início dos registros históricos em 1988, segundo dados oficiais apresentados nesta sexta-feira (16) pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Nossa meta é alcançar o desmatamento ilegal zero até 2030“, publicou Lula no X logo após o anúncio dos dados de desmatamento, em referência a um compromisso assumido no início de seu atual mandato, em 2023.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou em entrevista coletiva em Brasília que essa queda é “estratosférica”, como um “sonho”.
Trata-se de uma boa notícia para Lula, que melhora seu desempenho ambiental às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em 25 de outubro.
O Brasil abriga cerca de 60% da maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel crucial na absorção de gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global.
No período de referência, que vai de agosto de 2025 a julho de 2026, foram desmatados 3.335 quilômetros quadrados na Amazônia brasileira, o que representa uma redução de quase 42% em relação ao mesmo período anterior.
A taxa oficial de desmatamento é medida pelo sistema de satélites “Prodes”, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Ela considera o período que vai de agosto, em plena estação seca, até julho do ano seguinte.
