O conjunto de benefícios, subsídios e medidas econômicas anunciados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva às vésperas das eleições presidenciais já soma R$ 298,4 bilhões, segundo levantamento da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado.
As iniciativas incluem ampliação de programas sociais, incentivos fiscais e linhas de crédito subsidiadas, em meio ao aumento da dívida pública.
Do total, R$ 93,8 bilhões correspondem a medidas com impacto primário nas contas públicas, enquanto R$ 185,7 bilhões envolvem programas de crédito cujos recursos deverão ser devolvidos à União. Portanto, o montante não representa integralmente despesas diretas do Tesouro Nacional.
Entre as medidas estão a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média, subsídios aos combustíveis e novas linhas de financiamento.
Segundo a IFI, os programas de crédito criados ou ampliados desde 2024 devem gerar R$ 10,2 bilhões em subsídios implícitos em 2026.
Por dentro do "pacote de bondades" de Lula
O governo também prepara novas iniciativas para 2027, como a gratuidade do transporte público aos fins de semana, com custo anual estimado entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.
Outras propostas incluem elevar de R$ 81 mil para R$ 140 mil o limite de faturamento dos microempreendedores individuais (MEIs), perdoar dívidas de empreendedores e criar o chamado Pix MEI.
