Quase dois terços (65,3%) das indústrias que buscaram crédito entre fevereiro e julho de 2026 apontaram os bancos tradicionais como a principal fonte de financiamento para crédito de curto e médio prazo, segundo a Sondagem Especial sobre Condições de Acesso ao Crédito, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta sexta-feira (16). No ano passado, o porcentual era de 61%.
Os bancos tradicionais também seguem na liderança como a principal fonte de recursos para crédito de longo prazo, ou seja, acima de 5 anos, mas com retração em comparação ao ano anterior.
Segundo a pesquisa, 49,5% das empresas do setor buscaram crédito dessa modalidade nessas instituições de fevereiro a julho de 2026. Em 2025, a participação dos bancos comerciais alcançou 51%.
O capital próprio foi a segunda principal fonte de financiamento de curto e médio prazo citado pelas empresas, correspondendo a 23,6%, enquanto os bancos de desenvolvimento conquistaram o terceiro lugar, com 18,5%.
No crédito de longo prazo, os bancos de desenvolvimento conquistaram a segunda colocação, com 29,5%, e o capital próprio fechou o terceiro lugar com 23,1%, invertendo a ordem para essa modalidade.
Sobre a discrepância entre o valor solicitado para o financiamento e o valor aprovado pelas instituições, 62,1% das empresas disseram ter recebido o montante desejado no crédito de curto e médio prazo, ante 61% no crédito de longo prazo.
