Os benefícios anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à tentativa de reeleição já mobilizam R$ 298,4 bilhões em 2026. O cálculo considera medidas de crédito, renúncia fiscal e aquelas com impacto na despesa primária.
O levantamento feito pela IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado Federal, prevê ainda despesas que terão impacto em 2027, como é o caso da promessa feita sobre a tarifa zero para o transporte coletivo nos finais de semana.
O governo também anunciou nos últimos dias um projeto de lei complementar que propõe conceder um capital de R$ 5 mil para que os MEIs investiam no próprio negócio. A proposta deve ser enviada ao Congresso Nacional após as eleições.
A maior parte desse montante, de R$ 185,7 bilhões, é de natureza financeira que será usado para bancar programas de crédito com juros subsidiados, como é o caso do Move Brasil e da ampliação do Minha Casa, Minha Vida para a classe média.
Já as despesas primárias mobilizam R$ 63,2 bilhões, enquanto as medidas que geram renúncia fiscal contabilizam R$ 30,6 bilhões. Por fim, os recursos de terceiro (fora do orçamento), correspondem a R$ 18,9 bilhões.
Na ponta do lápis
A Instituição em seus cálculos contabiliza medidas criadas ao longo do mandato de Lula, como é o caso da isenção do Imposto de Renda, além dos subsídios aos combustíveis, adotados pelo governo para mitigar os efeitos de carestia gerados pela guerra no Oriente Médio.
