A China propôs incluir 40 tecnologias de inteligência artificial (IA), energia solar e biofarmacêutica em sua lista de controles de exportação, em meio ao aumento das tensões comerciais com os EUA e outras economias ocidentais. A proposta, apresentada nesta sexta-feira, 16, pelos ministérios do Comércio e da Ciência e Tecnologia, está aberta a contribuições públicas até 15 de novembro. Segundo o governo chinês, a iniciativa faz parte da gestão regular do comércio de tecnologia e não tem como alvo nenhum país, região ou empresa específica.
Do total de tecnologias previstas na proposta, 23 estão relacionadas à IA. A lista inclui grandes modelos de linguagem, sistemas capazes de processar e gerar textos e outros conteúdos, agentes inteligentes, que executam tarefas com diferentes níveis de autonomia, e estruturas de computação que reúnem recursos para processar grandes volumes de dados. Esses três segmentos são considerados componentes importantes da indústria chinesa de IA.
A proposta também abrange tecnologias biofarmacêuticas, como terapias celulares e genéticas e medicamentos baseados em ácidos nucleicos de pequenas moléculas.
No setor de energia solar, os controles previstos incluem processos relacionados à produção de polissilício, wafers de silício, lâminas utilizadas na fabricação de componentes eletrônicos e células fotovoltaicas, e células solares, responsáveis por converter a luz do sol em eletricidade.
