Um palácio construído há cerca de 2,8 mil anos na atual Etiópia pode ter sido capaz de sustentar uma estrutura de até 19 andares. A possibilidade foi apontada por um estudo publicado em julho na revista Heritage, que analisou a resistência das paredes do edifício por meio de simulações computacionais. Os resultados sugerem que os construtores da época dominavam técnicas avançadas de construção, muito antes do surgimento do concreto armado e das estruturas de aço.
O edifício, conhecido como Grat Be'al Gibri, fica no sítio arqueológico de Yeha, no norte da Etiópia. Construído por volta de 800 a.C., o palácio tinha uma planta de aproximadamente 60 metros por 60 metros. Um incêndio na Antiguidade destruiu grande parte da estrutura, e os vestígios preservados não permitem determinar quantos andares ela tinha originalmente. Por isso, a pesquisa buscou responder a uma questão diferente: quantos pavimentos as paredes seriam capazes de suportar?
A análise indicou que a estrutura poderia sustentar ao menos 19 andares em um dos cenários simulados. Isso não comprova, porém, que o palácio tenha atingido essa altura. O resultado estabelece apenas um limite estrutural possível com base nos modelos estudados, e não uma reconstrução definitiva do edifício.
Técnica combinava pedra e madeira
O diferencial da construção estava na maneira como os materiais eram empregados.
Palácio feito na África há 2,8 mil anos poderia sustentar até 19 andares, sugere estudo
