A empresa argentina PAE (Pan American Energy) pediu à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) o ressarcimento por cortes de geração no complexo eólico Novo Horizonte, com compensações estimadas pela companhia em R$ 18 milhões. A empresa contesta a exclusão de restrições ocorridas antes da publicação das garantias físicas das usinas pelo Ministério de Minas e Energia.
No jargão técnico do setor, garantia física é o volume de energia que um empreendimento consegue entregar ao sistema e determina a forma de remuneração das empresas.
A PAE afirma que os eventos não contabilizados pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) representam aproximadamente 198 gigawatts-hora (GWh) de geração frustrada. Tanto o volume de energia quanto o valor financeiro são estimativas da própria empresa, sujeitas à apuração conforme os critérios regulatórios.
Os cortes de geração ocorrem por três motivos: a falta de infraestrutura de transmissão, como linhas danificadas ou atrasadas (indisponibilidade externa); quando as linhas de transmissão atingem o limite de capacidade e a energia não pode ser escoada; e o excesso de oferta em relação à demanda. Nos dois últimos
O pedido envolve as usinas Ventos de Santa Luzia 1 a 10, integrantes do complexo, e abrange cortes desde 1º de fevereiro de 2024 até a publicação das garantias físicas, em 7 de outubro de 2025.
