O Brasil tinha 1,499 milhão de crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil em 2025, ou seja, 4% da população brasileira na faixa etária de 5 a 17 anos. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta 6ª feira (16.out.2026), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Eis as íntegras do documento (PDF - 5 MB) e da apresentação do instituto (PDF - 6 MB).
O IBGE considera trabalho infantil qualquer atividade econômica remunerada ou trabalho para autoconsumo realizado por crianças até 13 anos. Para os adolescentes de 14 a 17 anos, considera-se trabalho infantil qualquer forma de ocupação que não se enquadre nestas situações:
aos 14 e 15 anos, é permitido só o trabalho na condição de aprendiz; e
aos 16 e 17 anos, é permitido só com carteira assinada, sendo vedadas atividades insalubres, perigosas e em horário noturno.
A pesquisa também mostra que o trabalho infantil recuou 9,2% na comparação com 2024, quando havia 1,65 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos nessa situação (4,3% da população). Ante 2016, quando havia 2,1 milhões nessa situação (ou 5,2% da população), a queda chegou a 28,6%.
De acordo com o IBGE, o trabalho infantil apresentou quedas nos anos de 2016 a 2019 (-15,7%). Voltou a subir em 2022 (7%), principalmente devido à pandemia de covid-19, caiu de 2022 para 2023 (-14,7%) e, depois, teve a alta de 2023 a 2024 (2,1%).
