É inquestionável que o lançamento de The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake está envolto em grandes expectativas. E não é para menos: estamos falando da recriação de uma das obras mais aclamadas de todos os tempos.
O Canaltech foi convidado pela Nintendo para testar em primeira mão uma demonstração de duas horas do jogo que é um dos mais aguardados de 2026 na Cidade do México, e logo surgiu a dúvida: será que mexer em um clássico tão querido por tanta gente não acabaria com a magia da nossa memória afetiva?
A resposta curta é: não. Na verdade, a impressão que fica é exatamente o oposto.
É quase como visitar sua casa de infância
Para explicar a sensação de jogar The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake, me peguei pensando em algo que me aconteceu e me deixou bastante pensativo. Eu cresci em uma casa onde morei até os meus 10 ou 11 anos. Depois disso, fiquei cerca de 25 anos sem pisar lá. Na minha memória de infância, aquela casa era gigantesca. Os cômodos pareciam infinitos, o quintal era um universo a ser explorado e, à noite, com as luzes apagadas, o corredor chegava a dar um pouco de medo.
Quando finalmente voltei lá depois de adulto, vi que a casa não era tão grande assim. Aqueles lugares que eu achava vastos eram, na verdade, pequenos e muito mais simples do que a minha memória guardava.
