Uma artista pouco convencional com uma história de vida conturbada criou, de garrafa em garrafa, um dos maiores monumentos da arte bruta nos Estados Unidos. Tressa Prisbey, conhecida como “Grandma” ou vovó Prisbey, construiu uma vila inteira com materiais reciclados, substituindo blocos de cimento e tijolos por recipientes de vidro e decorando com objetos que encontrava no lixo.
O projeto inteiro começou com uma preocupação também incomum: encontrar uma forma barata de construir um barraco para abrigar sua coleção de 17 mil lápis.
Aos 60 anos, Tressa estava morando em um trailer no Simi Valley, Califórnia, com seu terceiro marido. Ela precisava de uma maneira de armazenar seus objetos colecionados para liberar espaço no veícuelo. Começou a buscar blocos de cimento - muito usados no lugar de tijolos em casas nos Estados Unidos - mas surpreendeu-se com o valor do material muito além de seu orçamento.
Prisbey foi até um aterro próximo e começou a coletar garrafas de vidro. A cada camada de argamassa, ela posicionava uma fileira de garrafas, preenchia os espaços com mais armagassa e erguia aos poucos uma estrutura de visual quase alienígena. As paredes resultantes tinham uma face lisa, com os fundos das garrafas brilhando ao receberem a luz do sol, e uma face “espinhosa”, onde ficavam as bocas.
Começou em 1956 como um depósito para sua coleção de lápis comemorativos.
