Carta ao Leitor da edição 492 da Super, de outubro de 2026.
No dia 11 de setembro, o STF trouxe a público que Flávio Bolsonaro estava sob investigação da PF. A suspeita é de lavagem de dinheiro, corrupção e outros crimes relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, a biografia de Jair Bolsonaro.
Flávio pediu R$ 134 milhões para Daniel Vorcaro, o cabeça do que pode ser a maior fraude bancária da história do Brasil, e o chamou de “irmão”. O Master, banco de Vorcaro, captou bilhões de fundos de previdência de servidores públicos.
No começo da campanha presidencial, Flávio tentou se distanciar da figura do pai. Mas a história com Vorcaro reforçou uma semelhança entre ambos: a habilidade de se aproximar de péssimas pessoas.
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Vale relembrar alguns dos aliados de Jair. Abraham Weintraub, o ministro da Educação que anunciou um corte de 30% das verbas de universidades federais que estivessem fazendo “balbúrdia”. Ricardo Salles, o ministro do Meio Ambiente que questionava a contribuição humana no aquecimento global. E Eduardo Pazuello, o ministro da Saúde que, na pandemia, lançou um app que recomendava remédios sem eficácia comprovada contra a doença.
Não dá para saber se, caso eleito, Flávio montará uma equipe com gente tão singular como essa. Mas tem ao menos uma pessoa que ele faz questão que esteja ao seu lado: o próprio pai.
Flávio quer que Jair suba a rampa do Planalto com ele, e que o pai lhe entregue a faixa.
