Na última terça-feira (13), usuários das ferramentas de inteligência artificial (IA) da Meta denunciaram nas redes sociais um possível viés político no algoritmo. O sistema liberava imagens associadas ao candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL), mas barrava pedidos sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), gerando suspeita de favorecimento.
Testes mostraram que o Meta AI, disponível no WhatsApp, recusava solicitações relacionadas ao atual presidente, mas aceitava gerar artes com o nome do adversário. Comandos com o nome de Flávio entregaram uma imagem de camiseta verde com letras amarelas, funcionando apenas com o primeiro nome do candidato e bloqueando a palavra “Bolsonaro”.
No entanto, o sistema bloqueou todas as tentativas relacionadas ao candidato do PT. O aplicativo recusou pedidos contendo “Lula”, “Luiz Inácio” e até mesmo buscas com a grafia incorreta do nome do petista, como “Luís Inácio”.
Para o especialista Rodrigo Almeida, relações-públicas, mestre em Gestão e Tecnologia Industrial e diretor da Agência CRIATIVOS, é difícil apontar a causa exata dessa diferença no tratamento dos nomes sem acesso aos critérios técnicos. “Uma possibilidade é que tenha ocorrido uma inconsistência na aplicação dos filtros de segurança, responsáveis por identificar e restringir determinados conteúdos”, disse o consultor em entrevista ao Olhar Digital.
