A produção brasileira de milho deve ser recorde na safra 2026/27, entretanto, como a demanda pelo grão também deve aumentar, os estoques e os preços do grão devem subir ao longo da temporada. Em sua primeira estimativa para 2026/27, a Hedgepoint Global Markets projeta uma colheita de 146,5 milhões de toneladas, 3% acima do registrado em 2025/26 - safra que acabou oficialmente em julho.
A projeção é inicial, e a confirmação desse potencial dependerá das condições climáticas, conforme estudo de Luiz Fernando Roque, da área de Inteligência de Mercado - Grãos e Oleaginosas da Hedgepoint.
Esse aumento da colheita deve vir principalmente da área plantada, que, pela estimativa, passará de 22,3 milhões de hectares em 2025/26 para 22,7 milhões de hectares em 2026/27 (+1,7%). A produtividade média das lavouras deve subir de 6.361 para 6.452 quilos por hectare (+1,4%), amparada especialmente em prováveis recuperações nas médias da segunda safra em Goiás e Minas Gerais.
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Demanda
No que diz respeito à demanda, o uso de milho para a produção de etanol deve avançar de 29 milhões de toneladas em 2025/26 para 34 milhões em 2026/27 (+17%), com novas usinas entrando em operação nos próximos meses e ao longo de 2027.
