Israel afirmou que mercadorias comerciais deixaram de entrar na Faixa de Gaza devido a uma disputa sobre impostos entre comerciantes locais e o Hamas. A interrupção suspende uma fonte importante de alimentos e outros produtos em um território cuja população depende de ajuda humanitária.
O COGAT, órgão militar israelense responsável pela coordenação de assuntos civis e humanitários em Gaza, anunciou a suspensão em um comunicado divulgado na quarta-feira (14). Segundo o órgão, comerciantes palestinos decidiram interromper a coordenação com as autoridades israelenses para permitir a entrada de mercadorias comerciais.
De acordo com o COGAT, os comerciantes disseram que tomaram a decisão em resposta a uma taxa de 10 mil shekels, cerca de US$ 3.220, cobrada pelo Hamas por caminhão que entra em Gaza. Eles também apontaram uma exigência de que 30% das vendas no território fossem realizadas em dinheiro.
O Hamas afirmou posteriormente que a taxa de 10 mil shekels corresponde a uma contribuição voluntária de moradores ricos de Gaza para um fundo nacional destinado a ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, como viúvas e órfãos. O grupo também disse que incentiva pagamentos em dinheiro devido à grave escassez de moeda no território devastado pela guerra.
A maioria dos moradores de Gaza depende de ajuda humanitária após três anos de guerra, deslocamentos repetidos e severas restrições impostas por Israel à entrada de suprimentos.
