BRASIL - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o general Augusto Heleno a deixar a prisão domiciliar no próximo dia 22 para atendimento médico ambulatorial no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. A decisão também permite a internação urgente do ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), durante o governo de Jair Bolsonaro, sem necessidade de autorização judicial prévia, caso haja indicação médica.
A decisão foi assinada na quarta-feira (14), um dia depois de Moraes autorizar visitas médicas diárias ao general da reserva. Os atendimentos foram solicitados pelo Comando Militar do Planalto em razão do diagnóstico de demência de origem mista, descrita como progressiva e irreversível.
Segundo a decisão, a autorização para as visitas considerou a documentação apresentada sobre o estado de saúde do militar.
Estado de saúde de Augusto Heleno
Augusto Heleno cumpre prisão domiciliar humanitária desde dezembro de 2025. Ele foi condenado a 21 anos de prisão por golpe de Estado. A medida foi autorizada em razão da idade do general, que tem quase 80 anos, e de seu diagnóstico de Alzheimer.
Uma perícia médica oficial da Polícia Federal confirmou que o ex-chefe do GSI apresenta demência mista, dos tipos Alzheimer e vascular, de caráter progressivo e irreversível.
O laudo também apontou outras comorbidades graves, entre elas osteoartrose avançada da coluna, dor crônica e risco aumentado de quedas.
