A China propôs nesta sexta-feira (16) controles de exportação para 23 tecnologias de IA, incluindo aquelas que envolvem modelos, agentes e clusters de computação, em sua mais recente medida para limitar a transferência de ferramentas que considera vitais para a segurança nacional e a competição geopolítica com Washington.
As propostas abrangem a implantação no exterior de modelos de IA que contenham tecnologia restrita, mas excluem o acesso por meio de APIs (interfaces de programação de aplicativos), sites, aplicativos e plataformas de software como serviço, afirmou o Ministério do Comércio da China.
Essa distinção poderia permitir que desenvolvedores chineses de IA, como DeepSeek e Alibaba, continuassem sua expansão internacional, ao mesmo tempo que daria a Pequim maior controle sobre as transferências de tecnologia de IA sensível para o exterior.
Os modelos de IA chineses ganharam terreno no exterior graças aos preços mais baixos e às capacidades aprimoradas desde o surgimento do modelo R1 da DeepSeek no início do ano passado, aumentando a pressão sobre Pequim ao decidir o quão rigorosamente protegerá o setor.
A Reuters noticiou em julho que as autoridades chinesas discutiram com grandes empresas de tecnologia, incluindo Alibaba, ByteDance e Z.AI, a possibilidade de restringir o acesso estrangeiro aos modelos de IA mais avançados da China, incluindo aqueles ainda não lançados.
