Imagine o terceiro dia de férias. O celular vibra de novo. Uma cliente quer saber do prazo. Um fornecedor espera o seu aval. Alguém da equipe pergunta o que fazer. Você responde, porque só você sabe.
Agora troque as férias por uma semana de internação. Sua empresa continuaria de pé? Para uma parcela dos donos de pequenos negócios, a resposta não é tão simples: segundo o levantamento do Sebrae-SP de 2024, 27% dizem ficar receosos por não estar no dia a dia da empresa, enquanto 33% afirmam que a produtividade cai quando estão fora.
A ausência, nesse caso, funciona como um teste involuntário. Ela mostra quais tarefas estão distribuídas, quais informações estão registradas e quais atividades ainda dependem de uma única pessoa.
O que você sente quando se afasta?
O levantamento “O empreendedor e as férias”, do Sebrae-SP, ouviu, por e-mail, 1,2 mil donos de micro e pequenas empresas com CNPJ, entre 22 de abril e 15 de maio de 2024. Para a maioria, a pausa existe: 70% tiram férias uma vez por ano. Mas 13% não costumam sair, e 34% desse grupo estão há mais de três anos sem descanso.
Entre os donos de microempresas, 42% dizem se preocupar em ter alguém capaz de fazer o trabalho deles durante a ausência. A coordenadora de pesquisas do Sebrae-SP, Carolina Fabris Ferreira, afirma que períodos prolongados sem descanso podem indicar a necessidade de ajustes na gestão ou na estrutura do negócio.
