Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta 5ª feira (15.out.2026) de uma nova acusação dos Estados Unidos que os responsabiliza por conspirar para torturar opositores políticos. A audiência foi realizada no tribunal federal de Manhattan perante o juiz distrital Alvin Hellerstein.
A nova acusação, apresentada na última 5ª feira, ampliou o processo criminal norte-americano contra o ex-presidente venezuelano, de 63 anos, e Flores, de 70. Os 2 já haviam se declarado inocentes de acusações anteriores de abuso de poder para facilitar o envio de cocaína aos Estados Unidos.
Maduro e Flores compareceram à audiência vestindo uniformes de presidiários bege e algemados nos tornozelos. Quando o juiz pediu que Maduro se declarasse culpado ou inocente, ele contestou a validade das acusações. “Eu vi tudo, juiz Hellerstein”, disse Maduro, referindo-se ao documento de acusação. “Rejeito este documento na íntegra.” Hellerstein interrompeu Maduro enquanto ele falava e determinou que uma declaração de inocência seria registrada em seu nome. Flores afirmou: “Sou completamente inocente. Não sou culpada.”
Segundo informações da Reuters, procuradores do Ministério Público Federal de Manhattan sustentam que Maduro ordenou que autoridades venezuelanas torturassem políticos da oposição e militares acusados de conspirar contra ele para se manter no poder.
