De acordo com o levantamento feito pela Jovem Pan, o pacote de “bondades” do governo Lula soma um impacto fiscal de R$178,1 bilhões somente em 2026. De olho na reeleição do presidente Lula, o governo aumentou o bolsa família, mesmo ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal, concedeu crédito subsidiado para aquisição de veículos (Move Brasil), ofereceu subvenções para baratear o preço dos combustíveis e disponibilizou recursos para renegociação de dívidas (Desenrola).
Evidentemente, isenções fiscais, crédito subsidiado e subvenções não são de graça. Pelo contrário, são pagas pelo contribuinte brasileiro. Como os impostos não são suficientes para cobrir todos os gastos públicos - mesmo, excluindo as despesas financeiras - o governo tem que se endividar para bancar todas essas medidas. E é justamente aí que mora o problema: o benefício de curto prazo pode se tornar um pesadelo de médio e longo prazo.
Aumentar o gasto quando a dívida pública se encontra em 82,9% do PIB significa elevar o risco de crédito do governo brasileiro, levando a taxas de juros mais elevadas. Juros mais altos significam desaquecimento da economia, penalizado a geração e renda e emprego.
Além de juros elevados, o estímulo fiscal provoca também aumento da inflação, principalmente numa economia com gargalos de infraestrutura e baixa produtividade da mão de obra, como é o caso do Brasil.
