A inflação anual da zona do euro chegou a 3,8% em setembro de 2026, acelerando em relação aos 3,2% registrados em agosto. O dado foi divulgado nesta 6ª feira (16.out.2026) pelo Eurostat, o escritório estatístico da União Europeia.
A alta representa um salto expressivo em relação ao mesmo período do ano passado, quando a taxa estava em 2,2%. Eis a íntegra do comunicado (PDF - 524 KB).
A energia foi o componente que mais pressionou, com contribuição de 1,71 ponto percentual para a inflação anual da zona do euro.
Os serviços contribuíram com 1,52 ponto percentual; os bens industriais não energéticos, com 0,29 ponto percentual; e alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco, com 0,25 ponto percentual.
Em termos de variação anual, a energia acelerou para 18,9% em setembro, ante 14,3% em agosto. Os alimentos não processados subiram 4% no ano. Os serviços registraram alta anual de 3,2%, enquanto os bens industriais não energéticos avançaram 1,1%.
A inflação, excluindo energia, ficou em 2,3% no acumulado anual de setembro. O núcleo que exclui energia, alimentos, bebidas alcoólicas e tabaco ficou em 2,5%.
Disparidade entre países-membros
A variação entre os países da União Europeia foi ampla. A Romênia registrou a maior inflação do bloco em setembro, com taxa de 6,5%. A Lituânia veio em seguida, com 6,1%, e a Bulgária fechou o topo do ranking, com 5,6%.
No extremo oposto, a Suécia teve a menor inflação do bloco, com 1% ao ano.
