O homem preso por instalar um dispositivo de gravação em uma sala de conferências utilizada por executivos da OpenAI estaria se preparando para fugir dos Estados Unidos quando foi detido pelo FBI, de acordo com documento da justiça americana revelado na quarta-feira (14). Ele havia comprado passagem somente de ida para a Arábia Saudita, seu país natal.
Além de Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da startup, sua esposa e outro membro da família também estavam com bilhetes para viajar ao Oriente Médio, como relataram promotores federais a um juiz. Os detalhes estão no relatório divulgado pelo Gabinete do Procurador dos EUA em São Francisco.
Questionado, o advogado do cidadão de origem saudita, William Pernik, disse que “as alegações parecem totalmente incompatíveis com o caráter deste senhor”. Ele declarou que se manifestará de maneira mais completa nos próximos dias.
Sigilo contribuiu para o sucesso da operação
No documento apresentado à justiça californiana em 8 de outubro, o procurador pediu ao juiz que mantivesse a denúncia criminal contra Alfozan em sigilo, assim como o mandado de prisão. O objetivo era evitar que o suspeito adiantasse a viagem.
