A Câmara dos Deputados deve avançar nas discussões para mudar o sistema eleitoral brasileiro. Partidos de centro e do Centrão articulam a construção de um texto para ser votado ainda em novembro, antes da posse dos novos deputados, em fevereiro de 2027.
A principal preocupação dessa ala é o desempenho de candidatos como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanatto (PL-SP), que concentraram milhões de votos e ajudaram a eleger dezenas de candidatos do mesmo partido.
Uma das alternativas em discussão é o voto distrital misto, modelo que combina a eleição de deputados por regiões com a distribuição de cadeiras por meio dos votos recebidos pelos partidos. A proposta busca aproximar os parlamentares dos eleitores e alterar a dinâmica de distribuição das vagas na Câmara.
A articulação foi discutida nesta semana com partidos de centro que fecharam apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a Câmara dos Deputados no ano que vem.
O grupo reúne União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania e Podemos, além da representação da federação Solidariedade-PRD. O acordo fortalece Motta, mas ainda será necessário transformar o compromisso das lideranças em votos dos deputados.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, os presidentes do PSDB, Aécio Neves, e do PSD, Gilberto Kassab, foram os que fizeram a defesa mais enfática da mudança do sistema eleitoral.
Como funciona o voto distrital misto?
