A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tenta reorganizar a estratégia para os últimos 10 dias do segundo turno das eleições, diante da redução da vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas e de resultados desfavoráveis à oposição no Congresso.
As derrotas do candidato do PL incluíram a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, uma das principais bandeiras do adversário petista, e o impasse sobre a redução da maioridade penal, que levou ao adiamento da votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.
O novo levantamento do Datafolha, divulgado nesta quinta-feira (15/10), mostrou Flávio com 51% dos votos válidos, contra 49% de Lula, um empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na pesquisa anterior, a diferença era de quatro pontos, com 52% para o candidato do PL e 48% para o petista.
Fim da 6×1 impõe recuo a Flávio
A aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 colocou Flávio diante de uma pauta que vinha criticando desde o primeiro turno. O senador, que chegou a classificar a medida como “oportunista”, anunciou na terça-feira (13/10) que votaria a favor da redução da jornada de trabalho.
Naquele dia, Flávio também visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, antes de anunciar a mudança de posição sobre a proposta. A mudança se deu por conta do apoio popular, inclusive entre eleitores do próprio candidato.
