“Sugiro que eles encontrem um novo líder que consiga fechar acordos”. Foi assim que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu a substituição de Volodymyr Zelensky no comando da Ucrânia e escancarou a escalada da guerra, enquanto Kiev denuncia restrições a mecanismos de defesa e teme uma redução do apoio norte-americano.
Nas últimas semanas, Trump intensificou a pressão sobre o governo ucraniano para interromper os ataques contra refinarias e outras instalações energéticas russas. Em contrapartida, o republicano anunciou um entendimento para a compra de diesel de origem russa, decisão que provocou críticas de Kiev e preocupação entre aliados europeus por beneficiar financeiramente Moscou.
O agravamento das relações entre os dois países coincide com relatos de falhas nos alertas antecipados sobre ataques russos e restrições a serviços de comunicação via satélite utilizados pelas forças ucranianas. As ocorrências alimentaram o temor de que os Estados Unidos estejam reduzindo, na prática, a cooperação militar e de inteligência com Kiev, apesar das negativas públicas de Trump.
Na terça-feira (13/10), o presidente norte-americano afirmou que Washington continuava compartilhando informações com os ucranianos.
A manifestação, no entanto, não esclareceu as queixas de Kiev sobre a ausência de avisos prévios antes de ataques com mísseis balísticos russos.
