Uma ligação às 10h19. Outra às 10h43. Mais uma às 11h01. Enquanto o tenente Ronickson Pimentel dos Santos seguia sua rotina em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, um celular associado ao homem apontado como responsável por atirar na nuca do oficial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) registrava chamadas nas proximidades do local do crime.
O rastro telefônico de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, é revelado em primeira mão pela coluna, que teve acesso a um relatório inédito de inteligência da Polícia Civil. O documento reconstrói os deslocamentos do aparelho antes e depois do atentado, ocorrido em 27 de junho, por volta das 11h30.
Apontado como autor do disparo, Golias seguia foragido até a publicação desta reportagem. Ele e outros cinco homens foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).
Três chamadas antes do tiro
A primeira conexão ocorreu às 10h19, por uma antena na Rua Alagoas. Às 10h43, outra chamada utilizou equipamento na Rua Santa Catarina. A terceira, às 11h01, passou por uma antena da Rua Amazonas.
Os três endereços ficam no centro de São Caetano do Sul, onde Pimentel foi atacado na Avenida Goiás, após sair de uma academia de CrossFit.
O levantamento foi feito pela Unidade de Inteligência Policial do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), com base nos registros de uma operadora de telefonia.
